quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Com a palavra, Herr Lewin

"A construção de um mundo de paz, que seja pelo menos merecedor de denominação de 'melhor que antes', inclui muitos problemas: políticos, econômicos e culturais. Cada um deles está carregado de dificuldades. Todavia, para conseguir algum progresso, é preciso considerar e enfrentar todos juntos, como aspectos interdependentes de um campo dinâmico."(p.51)
"Uma nova ordem mundial não exige, nem sequer favorece, uniformidade cultural do mundo todo. O equivalente de liberdade democrática para o indivíduo é pluralismo cultural para os grupos. Todavia, toda sociedade democrática tem de se prevenir contra a má utilização da liberdade individual pelo gângster, ou pelo intolerante - no sentido político. Sem estabelecer, até certo ponto, o princípio de tolerância, de igualdade de direitos, em toda cultura, a cultura 'intolerante' porá sempre em perigo uma organização democrática mundial. A intolerância pelas culturas intolerantes é, portanto, uma condição prévia de qualquer organização de paz permanente".
"Para encorajar uma mudança para a democracia, cumpre realizar uma mudança de valores num vasto domínio. Tal mudança deveria incluir, por exemplo, maior ênfase nos valores humanos, em oposição a valores super-humanos, tais como o Estado, política, ciência.(...) Ressaltaria a importância de enfrentar as dificuldades, ao invés de queixar-se delas. Ressaltaria a educação para a independência, não para a obediência."(p. 53)
LEWIN, Kurt. Problemas de dinâmica de grupo. São Paulo: Cultrix, 1970.

Lewin já achava, em 1943, que sim, nós podemos. 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Yes We Can - Barack Obama Music Video

Vejam o que é um discurso motivador de um líder carismático. Foi musicado e celebridades quiseram participar do clip. Aqui, um trecho do discurso.

"It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation: Yes, we can.

It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail towards freedom through the darkest of nights: Yes, we can.

It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness: Yes, we can.

It was the call of workers who organized, women who reached for the ballot, a president who chose the moon as our new frontier, and a king who took us to the mountaintop and pointed the way to the promised land: Yes, we can, to justice and equality.

Yes, we can, to opportunity and prosperity. Yes, we can heal this nation. Yes, we can repair this world. Yes, we can.

And so, tomorrow, as we take the campaign south and west, as we learn that the struggles of the textile workers in Spartanburg are not so different than the plight of the dishwasher in Las Vegas, that the hopes of the little girl who goes to the crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of L.A., we will remember that there is something happening in America, that we are not as divided as our politics suggest, that we are one people, we are one nation.

And, together, we will begin the next great chapter in the American story, with three words that will ring from coast to coast, from sea to shining sea: Yes, we can."

Aqui, a tradução (do Google):

Foi um credo escrito nos documentos fundadores que declararam o destino de um povo: Sim, nós podemos.
Foi sussurrado por escravos e abolicionistas enquanto iluminavam uma trilha em direção à liberdade através da escuridão das noites: Sim, nós podemos.
Foi cantado pelos imigrantes enquanto enfrentavam desafios a partir de portos distantes e pelos pioneiros que empurraram para oeste contra um inclemente: Sim, nós podemos.
Era o chamado dos trabalhadores que se organizaram, as mulheres que conquistaram o voto, um presidente que escolheu a lua como nossa nova fronteira, e um rei que nos levou ao topo da montanha e apontou o caminho para a terra prometida: Sim, nós podemos, à justiça e igualdade.
Sim, nós podemos, a oportunidade ea prosperidade. Sim, nós podemos curar esta nação. Sim, nós podemos consertar este mundo. Sim, nós podemos.
E assim, amanhã, como levar a campanha sul e oeste, como nós aprendemos que a luta dos trabalhadores têxteis em Spartanburg não são tão diferentes do que a situação da máquina de lavar louça, em Las Vegas, que as esperanças da garotinha que vai para a escola em Dillon são as mesmas que os sonhos do menino que aprende nas ruas de LA, vamos lembrar que há algo acontecendo na América, que não estamos tão divididos como sugere nossa política, que somos um povo, nós somos uma nação.
E, juntos, nós começaremos o próximo grande capítulo na história americana, com três palavras que vão soar de costa a costa, do mar ao brilhante mar: Sim, nós podemos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Kurt Lewin- pesquisa sobre dinâmica dos grupos


Esse vídeo está em espanhol mas, com atenção, é fácil de compreender. Fala das pesquisas que Kurt Lewin fez sobre dinâmicas de grupos. Ele preparou três tipos de líderes para conduzir três grupos de garotos, cada qual assumindo um grupo num momento diferente. O primeiro líder era autocrático, o segundo era democrático e o terceiro, liberal. Os resultados da observação geraram a teoria da dinâmica de grupos, da motivacão e dos tipos de liderança. Voltaremos a falar nesses assuntos mais detalhadamente. Até a próxima!

domingo, 17 de outubro de 2010

A Alemanha nazista e a eugenia e os EUA e a mistura étnica


Kurt Lewin, psicólogo alemão, nasceu em 9 de setembro de 1890 em MogilnoAlemanha e morreu em NewtonvilleMassachusettsEstados Unidos, onde se refugiou por ser judeu e perseguido pelo...

Nazismo é a ideologia praticada pelo Partido Nazista da Alemanha, formulada por Adolf Hitler. Entre os elementos-chave do nazismo, há o anti-parlamentarismo, o pangermanismo, o racismo, ocoletivismo,  o antissemitismo, o anti-comunismo, o totalitarismo, a oposição ao liberalismo econômico e político e a...

Eugenia (bem nascer) termo criado por sir Francis J. Galton no livro Inquiries into human faculty and its development, de 1883 que afirmava que na luta pela sobrevivência muitos seres humanos eram não só menos valiosos, mas destinados a desaparecer. Culminou em uma nova ideologia de melhoria da raça humana por meio da ciência. Convencido de que era a natureza, não o ambiente, quem determinava as habilidades humanas, Galton dedicou sua carreira científica à melhoria da humanidade por meio de casamentos seletivos. 

Hitler usou a eugenia para justificar a perseguição e o extermínio não só aos judeus, mas aos negros, aos deficientes físicos e mentais, fazendo o que ele chamou de limpeza étnica na Alemanha. Querendo ratificar sua tese da superioridade da raça ariana, candidatou Berlin para as Olimpíadas de 1936. 
Os jogos foram abertos com grande pompa no espetacular e moderno Estádio Olímpico de Berlim pelo Führer do III Reich alemão, esperavam todos que os arianos ganhassem. Infelizmente para o Führer, um pequeno grupo de atletas negros norte-americanos conquistou a maioria das medalhas do atletismo, a modalidade mais importante dos Jogos, liderados por Jesse Owens, que ganhou quatro medalhas de ouro nos 100m, 200m, revezamento 4x100 e salto em distância, no mais emblemático episódio da história dos Jogos Olímpicos.

Jesse Owens era negro, como Barack Obama. Barack Obama é, aliás, um havaiano filho de pai queniano da etnia Luo e mãe americana, branca. Uma mistura étnica que, no Brasil, não causa mais espanto há muito tempo.
 
Viva a mistura étnica!! É a nossa cara!!!

sábado, 16 de outubro de 2010

Teoria de Campo

Queríamos explicar a Teoria do Campo de Kurt Lewin de forma que qualquer pessoa que não fosse psicólogo ou estudante de psicologia entendesse. Encontramos esse simpático vídeo em quadrinhos no Youtube. Os créditos estão no final do vídeo. Achamos que ficou mais legal que qualquer texto que escrevêssemos.
Essa teoria, Lewin apresentou na Universidade de Yale em 1929, antes mesmo de morar lá. Possivelmente recebeu convites depois disso. Essa teoria foi a base para que ele estudasse as dinâmicas de grupo. Ele observava o comportamento individual a partir do grupo ou do todo (campo) que circunda o indivíduo. Desse interesse para entender o comportamento do indivíduo que pode perceber a interdependência que existe entre seus componentes. O vídeo mostra isso de forma divertida. (Para mantê-los motivados a visitar nosso blog mais vezes, outros vídeos virão). Mas voltemos a Lewin. A partir do estudo da dinâmica de grupo, elaborou a teoria da motivação, da aprendizagem, da personalidade, da psicologia infantil e, por último, mas não menos importante, da psicologia social.
Fonte: Freire, Izabel R. Raízes da Psicologia.RJ, Ed. Vozes: 1997.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lewin, a perseguição nazista e a imigração para os Eua

 Kurt Lewin era um psicólogo judeu, nascido na Alemanha em 1890. Já viu, né? Essa história podia ter um fim terrível com essa combinação alemão/judeu nas primeiras décadas do século XX. Lewin foi perseguido pelos nazistas e saiu da Alemanha nazista em 1933. Foi para os EUA e não voltou mais.
Neste blog, vamos desembaraçar esse fio condutor que une Lewin a Obama, mostrando como a motivação pode ser um potente instrumento de empoderamento. Esse fio passa pela cibernética. E você se pergunta: "Como assim?"
Aparentemente, nada a ver, né?
"Essas meninas são loucas!"
Talvez...
Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

Imagem: Wikipédia